sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Carnavalizar

Carnaval de carne
No mangue beat do Recife
Em um minuto sereno do meu olhar apressado
As retinas derão sentido a visão
Eu vi os olhos, a boca, o boné, a barba, a blusa preta e o sorriso misturado na multidão
Foi meu carnaval inteiro
Me perdi na temperatura ardente do seu corpo
Nos beijos que arrepiaram 
Nessa dança do prazer
Eis que chegou a quarta ingrata
Me forçando a desvencilhar
Mas há de haver outros carnavais
Mas hei de lhe encontrar nessas ruas do carnaval. 


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

"Por que você se desnudou"

"Ela poderia passar horas olhando sua boca
Deitado no colchão jogado na sala
Parecia uma pintura 
Enquanto ele dormia
Tirou seu short
Sua cueca 
E acariciou...
Com as mãos e com a boca".


sábado, 1 de agosto de 2015

"Um trem para as estrelas"

Parecia ritual
Sexualmente transmissível
Os corpos conversavam
Acendia um baseado
Olhava no olhos
Fitava discretamente os lábios
Desejava sentir o gosto da pele
Transaram em todos os lugares que era permitido
As mãos deslizavam pelas costas, braços, nuca e pernas
Entrelaçados
Lambuzaram cada parte do corpo
Deitados na cama acendiam outro baseado
A mente viajava em tudo outra vez


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Rendida






Pegava o celular
Olhava todas as fotos
O desejo parecia consumir a racionalidade
Se apaixonava e gozava admirando a sua imagem
E na mente redesenhava todos os seus gestos
Masturbava-se incansavelmente 
Queria-o, desejava-o, sentia-o
Acendia um baseado
Revisitava suas fotos
Lombrava pensando em todas as suas noites
Suas duas únicas noites






domingo, 23 de novembro de 2014

Subsolo do desejo



Ele falava enquanto silenciosamente ela observava o movimento dos seus lábios;
Ficava imaginando do que sua  língua poderia ser capaz;
Sentaram no sofá;
Descontrolados pelo desejo;
Colocou a mão em seu pênis e massageou vagarosamente;
Beijaram-se por um tempo impossível de contar;
A penetração não foi necessária.
Gozaram apenas pelo calor dos corpos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Como se diz adeus ao desejo? ( ela pensava sozinha)



Sentava no colchão jogado no chão da sala
Pensando em quantas vezes, sua boca tocou suavemente o corpo dele.
Imaginava o sabor daquelas noites, aquelas mais ardentes
O coração acelerava
Engolia seco
Ficou molhada
Seu tesão transpassava as barreiras do que lhe era permitido
Gozava de olhos fechados
Recriando cada toque, refazendo cada movimento.
Pegou o telefone
Fotografou o desejo
Talvez, quem sabe, ele quisesse a despedida.

Corpo ausente

Marcaram todas as semanas do mês que passa;
Por todas as tardes;
Ela guardava o tesão
Desperdiçou, algumas vezes, com suas mãos.
Quanto atingia o clímax
Gritava seu nome nos pensamentos.
E sussurrava no chão do banheiro
Com o corpo fervendo
Jurava, não poderia ser normal.
Arder sozinha de desejo.