sábado, 29 de março de 2014

De sábado, do amado




Passou o dia todo sentada em uma cadeira velha de madeira
A cada cinco minutos, seu pensamento era ocupado pelas lembranças que deixou
De uma noite efêmera e prazerosa 
Estava exausta
Das noites que passou acordada desejando aquele garoto
De todas as vezes que disse: " Take your time"
Mesmo querendo amar por noites infindáveis
A campainha da casa toca
Em um movimento brusco pula da cadeira
Arruma o cabelo e prepara o corpo
De tanto o desejar, havia esquecido
Foi apenas uma noite
Voltou pra cadeira
E passou a vida

quarta-feira, 26 de março de 2014

One more time - Sobre baixa autoestima


Aconteceu, ela nunca negou.
Nega apenas a saudade que senti
A cama ainda tinha o cheiro daquela madrugada
Tinha medo de ser feia
Aprendeu isso na escola
Vendava os olhos dele
Para que não pudesse ver as imperfeições do seu corpo
Receava...
Mostrar o corpo e o coração.

domingo, 23 de março de 2014

Devoraria



Deitados no chão de uma casa pacata
Sentindo o calor e a magia do seu corpo
Fechou os olhos várias vezes
Enquanto suavemente beijava seus lábios
O coração acelerou, as pernas já estavam trêmulas
Suas mãos tocavam minuciosamente cada parte do seu rosto
Desta vez, fechou os olhos de prazer.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Idealizando o prazer




Passavam parte da noite trocando mensagens
Curtas e sem profundidade alguma
Mas a deixava pensando
Quando enfim se despediam
Deitada na cama com um pouco de frio
Imaginava o calor da sua mão
O quão molhado era seu beijo
Ou talvez, a parte que devoraria primeiro
Arrepiava-se ao pensar nele beijando seus seios
Será o desejo a porta para loucura°
Era sempre a mesma pergunta
Ao perceber que ele não estava lá.

domingo, 16 de março de 2014

Querer de domingo





Desejei por toda tarde
A noite cair, cair em seus braços
Colocar um bom filme, saborear você
Meu corpo parece pegar fogo, estou em chamas.
A boca molhada de desejo
Os olhos efervescentes clamavam por ti
Olhava suas fotos enquanto tocava-me
Cansada adormeci
O domingo findou. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

De Carne, de carnaval.

Na  festa que era carne
Meu corpo pedia você
Desejando o que jamais sentiu
O que dirá você?
Seu beijo trouxe o calafrio
De um fim de carnaval
Na carne te quis
Agora peço abrigo
No calor excitante do teu corpo.