sábado, 12 de abril de 2014

De amor, de medo, de dor




Naquela tarde
Parecia inquieto 
Estava esperando por ela
O som da porta arrastando
Olhou para cama 
Ele estava a lhe olhar
Completamento nu, até de seus medos
Jogou a bolsa no chão
Despiu-se lentamente
Foi possuída por ele
A tarde inteira
Tudo terminou
Ficou assustado com tanto carinho
Correu, escondeu-se e trancou a porta
Ela ainda espera deitada na cama
Molhada das marcas desse amor

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Descrição





Era muito novo, mas nunca aparentou
Tocava-lhe como se já houvesse experienciado todas as sensações do mundo
Pele parda
Sua mão segurando seu cabelo
Respiração ofegante
Quando olhava-o
Seus olhos pareciam chamas
Demonstrando o que sentia o corpo
Continuaram deitados, estavam sem força
A vontade era tanta 
Que não se permitiram parar
Gozaram várias vezes juntos
Cansados deram o beijo final de toda transa 
Olhou em seus olhos
Deitou a cabeça em seu peito
Enquanto sutilmente lhe dava as costas
Não poderia se apaixonar
Ele não queria
E ela, procurando uma forma de evitar tudo isso.